quinta-feira, 12 de novembro de 2009




Cidade cheia de encanto.

És meu bendito chão!

Porisso te amo tanto...

Guida Linhares



Olhar do bondinho

A paisagem da cidade

Um deslumbramento

Fernando Martins Braga






Um olhar atento

Os trilhos e o cassino

O bonde sumiu

Fernando Martins Braga




Hai Kai


No Monte Serrat

Só aquela palmeira .

No meio da mata

Fernando Martins Braga




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PONTA DA PRAIA AO ENTARDECER


É DOCE MORRER NO MAR
Dorival Caymmi

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
A noite que ele não veio foi
Foi de tristeza prá mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi prá mim


É doce morrer... (2x)
Saveiro partiu de noite foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou


É doce morrer... (2x)
Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá
É doce morrer... (2x)

***

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Praia do Gonzaga

IMITANDO CAMÕES
Vicente de Carvalho


Quando partiste, em pranto, descorada

A face, o lábio trêmulo... confesso:

Arrebatou-me um verdadeiro acesso

De raivosa paixão desatinada.



Ia-se nos teus olhos, minha amada,
A luz dos meus; e então, como um possesso,

Quis arrojar-me atrás do trem expresso

E seguir-te correndo pela estrada...



"Nem há dificuldade que não vença
Tão forte amor!" pensei. Ah, como pensa

Errado o vão querer das almas ternas!



Com denodo atirei-me sobre a linha...
Mas, ao fim de uns três passos, vi que tinha

Para tão grande amor, tão curtas pernas.


***

(*) Conhecido como Poeta do Mar, o santista Vicente de Carvalho teve seu nome destacado em uma das principais avenidas da orla marítima santista. Nascido em 5/4/1866, faleceu em 22/5/1924, também em Santos. Suas principais obras são Poemas e Canções; Rosa, Rosa do Amor; Páginas Soltas e Relicário.

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domingo, 20 de setembro de 2009

Praia do Gonzaga


COMO É BOM SER BOM

Martins Fontes



Tu, que vês tudo pelo coração,
Que perdoas e esqueces facilmente,
E és, para todos, sempre complacente,
Bendito sejas, venturoso irmão.




Possuis a graça como inspiração
Amas, divides, dás, vives contente,
E a bondade que espalhas, não se sente,
Tão natural é a tua compaixão.




Como o pássaro tem maviosidade,
Tua voz, a cantar, no mesmo tom,
Alivia, consola e persuade.




E assim, tal qual a flor contém o dom.
De concentrar no aroma a suavidade,
Da mesma forma, tu nasceste bom.

***

José Martins Fontes, poeta brasileiro, nascido na cidade paulista de Santos, às 17 h 30 min. em 23 de junho de 1884. Como médico, notabilizou-se como conferencista e foi tisiologista da Santa Casa de Misericórdia de Santos e destacado humanista. A partir de 1924 tornou-se correspondente da Academia de Ciência de Lisboa. Morreu em Santos em 25 de junho de 1937 e está sepultado no Cemitério de Paquetá, desta cidade. Neste cemitério estão sepultados, entre outros, o poeta do mar, o santista Vicente de Carvalho e, mais recentemente o ex-governador de S.Paulo, o também santista Mário Covas.

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http://www.sonetos.com.br/biografia.php?a=22

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