segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Caminhando em Santos
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Caminhando em Santos
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domingo, 17 de janeiro de 2010
ENTARDECER

CANÇÃO
Fábio Montenegro
(1891-1920)
Quero dar ao meu verso uma guirlanda real,
Um brilho adamantino, uma impecável forma:
- Ó rapariga suave! A harmonia por norma
Deu-me teu riso de cristal.
Na túnica da treva, a minha vida escura
Precisa orlar de luz os pérfidos escolhos:
- Santa! Engolfa o meu ser na doce iluminura
Que vem da aurora dos teus olhos!
Sedento pescador, de ressábio em ressábio,
No oceano do ideal, não acho o que desejo:
- Santa! Chega o meu lábio à concha do teu lábio,
Eu quero a pérola do teu beijo!
Fatigado viajor, sobre areento solo,
De uma aventura empós, anseio mil desvelos
- Santa! Dá-me a frescura augusta do teu colo,
Dá-me o dossel dos teus cabelos!
Cavaleiro do Amor, em noites luarinas,
Por vereda que a brisa ao vir da noite, embala,
O que busco, sorrindo às sebes e às boninas,
É a tua imagem de Magdala!
&&&
Cantigas Praianas, 25/08/2006
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Fábio Montenegro
(1891-1920)
Quero dar ao meu verso uma guirlanda real,
Um brilho adamantino, uma impecável forma:
- Ó rapariga suave! A harmonia por norma
Deu-me teu riso de cristal.
Na túnica da treva, a minha vida escura
Precisa orlar de luz os pérfidos escolhos:
- Santa! Engolfa o meu ser na doce iluminura
Que vem da aurora dos teus olhos!
Sedento pescador, de ressábio em ressábio,
No oceano do ideal, não acho o que desejo:
- Santa! Chega o meu lábio à concha do teu lábio,
Eu quero a pérola do teu beijo!
Fatigado viajor, sobre areento solo,
De uma aventura empós, anseio mil desvelos
- Santa! Dá-me a frescura augusta do teu colo,
Dá-me o dossel dos teus cabelos!
Cavaleiro do Amor, em noites luarinas,
Por vereda que a brisa ao vir da noite, embala,
O que busco, sorrindo às sebes e às boninas,
É a tua imagem de Magdala!
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Cantigas Praianas, 25/08/2006
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Avenida Ana Costa - Praia do Gonzaga

INSTANTE
Narciso de Andrade
faz de conta que esta lua não existe
faz de conta que esta noite já é ontem
faz de conta que este instante já passou
pensa que não podemos perder tempo
que é tudo muito tarde
e as coisas que estão por acontecer
são passado e estão desfeitas.
continuar andando nestas areias
recolhendo estilhaços de estrelas
enquanto o tempo vai marcando
o ritmo decadente de nossos passos.
tudo é alegria quando pouco é possível
tudo é alegria quando nos encontramos
desesperadamente perdidos
sem contrastes a vida não tem sentido
monótona sucessão de fracassos
desencantos e desesperos
tudo é alegria quando nada mais é possível.
faz de conta que estou dizendo a verdade
e que é mentira esta louca vontade de chorar
esta lua não existe
esta noite já é ontem
este instante já passou.
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Cantigas Praianas, 28/07/2006
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Narciso de Andrade
faz de conta que esta lua não existe
faz de conta que esta noite já é ontem
faz de conta que este instante já passou
pensa que não podemos perder tempo
que é tudo muito tarde
e as coisas que estão por acontecer
são passado e estão desfeitas.
continuar andando nestas areias
recolhendo estilhaços de estrelas
enquanto o tempo vai marcando
o ritmo decadente de nossos passos.
tudo é alegria quando pouco é possível
tudo é alegria quando nos encontramos
desesperadamente perdidos
sem contrastes a vida não tem sentido
monótona sucessão de fracassos
desencantos e desesperos
tudo é alegria quando nada mais é possível.
faz de conta que estou dizendo a verdade
e que é mentira esta louca vontade de chorar
esta lua não existe
esta noite já é ontem
este instante já passou.
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Cantigas Praianas, 28/07/2006
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Gonzaga - Santos/SP - Ciclovia

"Não, poeta. O mundo melhor que sonhamos
depende de nossa mão.
Procuro tua mão nas esquinas.
Procuro tua voz. Não estás.
Que esperas para gritar?"
Roldão Mendes Rosa (Carta a um poeta)
&&&
http://geocities.ws/maniadeler_1/cantigaspraianas.html#Nossos%20poetas
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depende de nossa mão.
Procuro tua mão nas esquinas.
Procuro tua voz. Não estás.
Que esperas para gritar?"
Roldão Mendes Rosa (Carta a um poeta)
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http://geocities.ws/maniadeler_1/cantigaspraianas.html#Nossos%20poetas
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PRAIA DO GONZAGA - Santos/SP
ENTARDECER
J. de Castro
Na tarde morna, pelo céu em festa,
Perpassa um grito, que se perde longe...
Há mil perfumes de tomilho e giesta,
E o monte enverga seu burel de monge.
Uma após outra, as irmãs estrelas
Abrem, muito alto, como olhitos piscos,...
Bailam cantigas, pelo ar, singelas,
e o gado manso, torna aos seus apriscos.
Pela janela francamente aberta
Coam-se vozes _ rezas de humildades _
Descem perfumes de malvaísco em flor...
Mas tudo cala (só o amor desperta),
Quando na torre batem as Trindades...
Hora divina de saudade e amor!...
&&&
J. de Castro
Na tarde morna, pelo céu em festa,
Perpassa um grito, que se perde longe...
Há mil perfumes de tomilho e giesta,
E o monte enverga seu burel de monge.
Uma após outra, as irmãs estrelas
Abrem, muito alto, como olhitos piscos,...
Bailam cantigas, pelo ar, singelas,
e o gado manso, torna aos seus apriscos.
Pela janela francamente aberta
Coam-se vozes _ rezas de humildades _
Descem perfumes de malvaísco em flor...
Mas tudo cala (só o amor desperta),
Quando na torre batem as Trindades...
Hora divina de saudade e amor!...
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